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VÍDEO, AVAL PARA CLOROQUINA E MARINHO IMPÕEM CAUTELA, MAS EXTERIOR PODE AJUDAR

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VÍDEO, AVAL PARA CLOROQUINA E MARINHO IMPÕEM CAUTELA, MAS EXTERIOR PODE AJUDAR

A quarta-feira pode ser de mais cautela nos mercados locais, com o investidor na expectativa de que o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril seja liberado na íntegra. Especialmente diante da notícia de que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, teria ficado incrédulo com o que viu no vídeo, segundo apurou o Estadão/Broadcast Político. O vídeo é tido como peça-chave nas investigações do inquérito Moro X Bolsonaro, que apura se o presidente da República tentou interferir politicamente na Polícia Federal para obter informações sigilosas.  Outro fator de preocupação é a escalada do coronavírus no Brasil, que agora já tem mais de mil mortes registradas, ao mesmo tempo em que Bolsonaro insiste em se comportar descolado do resto do mundo e insensível ao quadro dramático no País. Nesta manhã, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assinará o novo protocolo da pasta a respeito do uso da cloroquina, recomendando o uso do medicamento a partir dos primeiros sintomas. Ao falar do assunto ontem em entrevista, Bolsonaro brincou ao comentar sobre as críticas sobre a liberação do medicamento. “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, Tubaína”, disse, rindo. Por não concordarem com o uso da cloroquina dois ministros da Saúde saíram do governo em menos de um mês e agora o presidente parece satisfeito em ter um militar no comando da pasta no momento mais dramático que o setor já enfrentou e afirmou que não estuda nomear novo ministro. “Por enquanto, deixa lá o general Pazuello. É um tremendo de um gestor”, afirmou. Ontem, Pazuello, nomeou nove militares para cargos de assessoramento. Editorial de hoje do jornal Estado de S.Paulo alerta que a insistência de Bolsonaro no uso da cloroquina coloca em risco sua própria permanência no Palácio do Planalto, pois se “encaixa inequivocamente” em uma das descrições dos crimes de responsabilidade. No foco hoje também está o empresário e suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), Paulo Marinho, que prestará depoimento na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Marinho afirma que um delegado teria passado informações para Flávio Bolsonaro sobre uma operação que atingiria o filho do presidente e assessores, investigados no esquema de “rachadinha”, que é quando os assessores têm que devolver parte dos salários recebidos. E o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que a lei de socorro a Estados e municípios seja sancionada nesta semana, possivelmente amanhã na reunião com governadores, sob o risco de gerar a necessidade de uma segunda onda de ajuda aos entes federativos. Resta saber se Bolsonaro vetará a possibilidade de reajuste aos servidores, como prometeu ao ministro da Economia, Paulo Guedes. E hoje é feriado na cidade de São Paulo, mas a B3 funciona normalmente e na agenda o investidor monitora a participação em seminário do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e a divulgação da ata do Federal Reserve. No exterior, as bolsas ganham força com o petróleo, após a Opep e a China se comprometerem a trabalhar em conjunto para ajudar a estabilizar o mercado da commodity.

 

Sondagem industrial e STF na agenda local – A sondagem industrial de abril da CNI será divulgada nesta manhã (10h00). O empresário Paulo Marinho presta depoimento à Polícia Federal na investigação do suposto vazamento da Operação Furna da Onça a Flávio Bolsonaro (15h00). O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a medida provisória do presidente Jair Bolsonaro que criou um “salvo-conduto” a gestores públicos – o que inclui o próprio chefe do Executivo – por eventuais irregularidades em atos administrativos relacionados à pandemia do novo coronavírus. A MP foi contestada em ações apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa e pelos partidos Rede, Cidadania, PDT, PSOL e PC do B. O ministro Celso de Mello pode decidir sobre a divulgação parcial ou total do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de evento virtual da Abdib (18h00). A Câmara dos Deputados realiza sessão virtual às 14 horas e o Senado, às 16h.

 

Ata do Fed em destaque no exterior – O Federal Reserve divulga ata da reunião de política monetária dos dias 28 e 29 de abril (15h00). Antes, às 11 horas, estão previstos o relatório semanal sobre estoques de petróleo e derivados nos EUA e, na Europa, o índice de confiança do consumidor (preliminar) da zona do euro em maio.

 

Pedido de cassação de Flávio Bolsonaro está parado há três meses no Senado -Um pedido de cassação do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) completou três meses parado no Senado nesta terça-feira, 19. Parlamentares do PSOL, Rede e PT protocolaram no dia 19 de fevereiro uma representação no Conselho de Ética sob acusação de quebra de decoro parlamentar por suposto envolvimento com milicianos, prática de “rachadinha” (embolsar salário de servidores) e manter funcionários fantasmas no gabinete da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) quando era deputado estadual.

 

Pauta bomba reúne 336 propostas de leis contra bancos durante a pandemia – A crise deflagrada pela pandemia do covid-19 culminou em uma verdadeira pauta bomba contra o setor financeiro no Congresso Nacional. Até agora, já existem ao menos 336 propostas de leis que atingem diretamente os bancos no Brasil, conforme levantamento feito pelo Broadcast. E o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), prometeu que colocará em votação, na semana que vem, o projeto que limita a 30% ao ano os juros que podem ser cobrados no cartão de crédito e cheque especial. A proposta vem sofrendo intensa pressão dos bancos.

 

Analistas indicam que juro aquém de 2,25% depende de maior clareza fiscal – Dada a forte recessão esperada para 2020 por causa da crise do coronavírus, com consequente choque desinflacionário, há espaço para o Banco Central continuar a reduzir a taxa Selic, avaliaram os analistas do mercado financeiro na última reunião com o BC desta terça-feira (19). Mas um afrouxamento dos juros básicos para além do corte de 0,75 ponto porcentual sinalizado para junho está condicionado à maior clareza sobre a trajetória fiscal.

 

SINAIS MISTOS

 

Bolsas europeias e futuros de NY avançam – As bolsas europeias passaram a subir, com exceção de Paris, ajudadas por altas de mais de 1% dos índices futuros das bolsas de Nova York nesta manhã em meio ao avanço do petróleo. O bom humor apoia-se em acordo entre a Opep e a China para ajudar a estabilizar os preços da commodity. Mais cedo, os mercados europeus recuaram em meio à revisão para baixo na taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro em abril, de 0,4% para 0,3%. Além disso, a inflação ao consumidor em abril no Reino Unido veio pior que o previsto. Às 7h25, a Bolsa de Londres subia 0,24%, a de Frankfurt ganhava 0,59%, mas a de Paris tinha viés de baixa de 0,13%. No mercado futuro em NY, Dow Jones subia 1,23%, S&P 500 avançava 1,15% e Nasdaq tinha alta de 1,05%. O euro estava a US$ 1,0946, ante US$ 1,0937 no fim da tarde de ontem. A libra era cotada a US$ 1,2266, ante US$ 1,2263 no fim da tarde de ontem.

 

Ganhos predominam nas bolsas asiáticas – As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, impulsionadas por fatores locais e apesar de terem surgido dúvidas sobre um possível tratamento para o coronavírus e de o banco central chinês ter mantido juros inalterados. O índice japonês Nikkei subiu 0,79% em Tóquio, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,46% em Seul, após notícia de que a Coreia do Sul vai criar um instrumento com recursos equivalentes a mais de US$ 8 bilhões para comprar dívida corporativa de alto risco. Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,51%, após a manutenção das taxas de juros de referência e em clima de cautela antes da reunião anual do legislativo chinês, que começa na sexta-feira. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,05%. Na Oceania, o S&P/ASX 200 avançou 0,24% em Sydney. Às 7h25, o dólar caía a 107,67 ienes, ante 107,73 ienes no fim da tarde de ontem.

 

PBoC mantém taxas de juros de referência inalteradas – O Banco do Povo da China (PBoC)decidiu hoje manter inalteradas suas taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos. A chamada LPR de um ano permaneceu em 3,85% e a LPR para empréstimos de cinco anos ou mais longos ficou em 4,65%.

 

BC da Tailândia corta juro à mínima histórica de 0,50% – O Banco Central da Tailândia decidiu hoje cortar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, para a mínima histórica de 0,50%, numa tentativa de sustentar a economia doméstica, que foi fortemente atingida pela pandemia de covid-19.

 

Petróleo sobe – Os contratos futuros do petróleo passaram a subir nesta manhã, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a China se comprometerem a trabalhar juntos para ajudar a estabilizar os mercados da commodity. Às 7h28, o barril do petróleo WTI para julho subia 0,44% na Nymex, a US$ 3208, enquanto o do Brent para o mesmo mês avançava 1,21% na ICE, a US$ 35,07.

 

AIE: Covid-19 interrompe tendência de 20 anos de aceleração da capacidade de renováveis – Este ano será marcado pelo primeiro declínio na tendência de aumentos sucessivos da capacidade de energia renovável vista nas últimas duas décadas em todo o mundo por causa dos efeitos do covid-19, de acordo com um relatório divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia (AIE). A expectativa é de que sejam adicionados este ano 167 gigawatts (GW), 13% a menos do que em 2019. Sobre o Brasil, a AIE registrou um crescimento “recorde e estrondoso” da sua capacidade de energia renovável em 2019, mas as projeções para este ano são menos animadoras para o segmento no País por causa da pandemia de coronavírus.

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