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TEMOR NO EXTERIOR DEVE PESAR JUNTO COM RISCO FISCAL EM DIA DE BALANÇO DA PETROBRAS

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TEMOR NO EXTERIOR DEVE PESAR JUNTO COM RISCO FISCAL EM DIA DE BALANÇO DA PETROBRAS

Os temores de uma recuperação lenta da economia global coloca as bolsas internacionais na defensiva nesta quinta-feira e deve pesar nos mercados locais, juntamente com as preocupações com o cenário político turbulento, deterioração fiscal e disparada em casos e mortes por coronavírus no Brasil. Toda essa aversão mantém no foco o dólar, que fechou ontem a R$ 5,90 mesmo com atuações do Banco Central. E hoje o investidor começa com a notícia de mais gastos fiscais no horizonte. Deputados e senadores aprovaram ontem, em sessão do Congresso, projeto que autoriza reajuste salarial de até 25% das polícias do Distrito Federal, que tem custo estimado de R$ 505 milhões por ano. O texto vai à sanção presidencial, que tem até o dia 27 de maio para vetar o projeto de auxílio emergencial. Um reajuste que vem num momento em que mais de 6 milhões de trabalhadores tiveram o salário reduzido ou o contrato suspenso por causa da crise provocada pela pandemia, segundo dados oficiais. Enquanto isso, Bolsonaro ainda segura os vetos à possibilidade de reajuste dos salários dos servidores, do projeto de socorros a Estados e municípios, para atender a uma demanda de governadores aliados. Bolsonaro havia prometido assinar o veto até ontem. O texto vai na contramão da cartilha do ministro da Economia, Paulo Guedes. Os mercados seguem também na expectativa sobre se será divulgado o vídeo da reunião ministerial relacionada às acusações do ex-ministro Moro de tentar interferir na Polícia Federal. Fora da política, fica no radar o balanço da Petrobras, que sai após o fechamento dos mercados. Antes disso, a alta dos preços do petróleo pode ajudar as ações da estatal. Já os papéis das teles devem ser afetados pela decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de conceder liminar que libera as teles para cortarem sinal de inadimplentes na crise. Para ações do setor bancário, o foco está ainda na notícia de que os bancos tentam barrar o projeto de lei que limita os juros cobrados no cartão de crédito e no cheque especial em 20% ao ano. O estabelecimento de um teto para os juros do cartão de crédito e do cheque especial, que estão entre as modalidades mais caras do País, é uma das pautas que será votada hoje no Senado.

 

Mansueto e balanço da Petrobras em destaque – O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE) de abril está programado, às 11 horas. No mesmo horário, o Tesouro faz leilão de venda de NTN-F e LTN. Na lista de balanços, os destaques são os resultado do primeiro trimestre da Petrobras e da B3, após o fechamento dos mercados. Entre os eventos, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, participa de reunião remota da Comissão Mista destinada a acompanhar a situação fiscal e a execução orçamentária e financeira das medidas relacionadas ao novo coronavírus (11h00). A Câmara realiza um seminário virtual sobre os parâmetros e procedimentos para o retorno das atividades econômica e social depois do período de isolamento social pela pandemia de covid-19 (11 horas) e tem sessão virtual (14h00). O Senado tem sessão plenária virtual (16h00). O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, participa de Live do site Jota, para falar sobre entraves e problemas para pagamento do auxílio emergencial nos próximos meses (16h00). Neste mesmo horário, os ex-presidentes do BC Ilan Goldfajn e Arminio Fraga participam de painel sobre crise do coronavírus.

 

Auxílio-desemprego nos EUA na agenda – Os pedidos de auxílio-desemprego na semana até 9 de maio nos Estados Unidos serão divulgados às 9h30. O G20 realiza, durante o dia, o segundo encontro virtual extraordinário de ministros de Comércio e Investimento. Três presidentes regionais do Federal Reserve discursam: Neel Kashkari (vota), de Minneapolis (14h00); Raphael Bostic (não vota), Atlanta (16h00); e Robert Kaplan (vota), Dallas (19h00).

 

Brasil é 2º país em mortes e em casos de covid-19 nas últimas 24h – O Brasil é o segundo do planeta em novas mortes e em novos casos da doença causada pelo coronavírus, só atrás dos Estados Unidos nos dois critérios. Nas 24 horas entre terça e ontem, foram 11.385 infecções confirmadas pelo novo coronavírus, um novo recorde, além de mais 749 vítimas fatais da covid-19. No total, o Brasil tem agora 13.149 vidas perdidas por causa da doença e 188.974 contaminações identificadas.

 

Novo 02 da PF contradiz Bolsonaro e revela investigação contra família do presidente no Rio- O delegado Carlos Henrique Oliveira, atual diretor-executivo da Polícia Federal e novo ‘número dois’ da corporação, afirmou em depoimento nesta quarta, 13, que a corporação mirou, sim, familiares do presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, o inquérito ‘era de âmbito eleitoral, e já foi relatado sem indiciamento’. A investigação citada mirou supostos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica envolvendo a declaração de bens do senador Flávio Bolsonaro nas eleições de 2014, 2016 e 2018. A confirmação de Oliveira sobre o inquérito contradiz Bolsonaro, que declarou na terça, 12, que ninguém de sua família é investigado pela Polícia Federal.

 

Laudo da Fiocruz apresentado por Bolsonaro não tem CPF, RG e data de nascimento; Anvisa proíbe – Um dos três exames de covid-19 apresentados pelo presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF) não possui CPF, RG, data de nascimento nem qualquer outra informação que vincule o laudo médico ao chefe do Executivo ou a qualquer outra pessoa. Aparece apenas uma identificação de nome: “paciente 5”. O mesmo não ocorre nos outros dois laudos, feitos pelo laboratório Sabin onde constam codinomes, mas com dados pessoais do presidente. O Palácio do Planalto não quis informar se Bolsonaro realizou teste sorológico para a covid-19, exame feito para verificar a presença de anticorpos da doença. O resultado poderia reforçar se ele foi ou não contaminado.

 

Senador pede ao TCU que investigue gastos sigilosos do cartão corporativo de Bolsonaro -O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira, 13, para que sejam apuradas possíveis irregularidades nos gastos sigilosos com cartão corporativo no governo de Jair Bolsonaro. A fatura de janeiro a abril foi de R$ 3,7 milhões, o dobro da média dos últimos cinco anos.

 

Governo restringe concessão do auxílio emergencial a famílias de detentos – Sem previsão legal e por conta própria, o governo federal não concedeu o auxílio emergencial de R$ 600 para parentes dos presos. Em ofício encaminhado ao Ministério Público Federal pelo Ministério da Cidadania, ao qual o Estadão/Broadcast teve acesso, a Dataprev, empresa que faz o processamento para a concessão do auxílio, admite que restringiu o acesso às famílias dos detentos.

 

Planalto demite secretário do Ministério da Saúde e Centrão quer o cargo – O administrador de empresas Francisco de Assis Figueiredo foi demitido nesta quarta-feira, 13, do cargo de Secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde. O ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) foi assinado pelo ministro da Casa Civil, Braga Netto. Como parte da negociação do governo Jair Bolsonaro com partidos do Centrão, o posto deve ser ocupado por um nome indicado pelo PL, sigla comandada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão.

 

AIE corta projeção para demanda por petróleo pelo Brasil em 2020 – Relatório mensal divulgado hoje pela Agência Internacional de Energia (AIE) mostra que o consumo de petróleo pelos brasileiros será de 2,83 milhões de barris por dia (bpd), um volume menor do que a estimativa apresentada pela instituição em abril, de 2,91 milhões de bpd. O saldo previsto agora fica ainda mais distante do uso do óleo no ano passado, de 3,10 milhões de barris por dia.

 

SINAIS MISTOS

 

Bolsas europeias caem e futuros de NY sem direção única –  As bolsas europeias operam em baixa, enquanto os índices futuros em Nova York oscilam sem direção única, diante da persistente ansiedade com uma segunda onda de infecções por coronavírus em alguns países europeus e após o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, acabar ontem com esperanças sobre uma rápida recuperação econômica. Às 7h28, a Bolsa de Londres caía 2,45%, a de Frankfurt recuava 1,85% e a de Paris se desvalorizava 2,12%. No mercado futuro, Dow Jones caía 0,22%, S&P 500 recuava 0,12%, mas o Nasdaq se valorizava 0,13%. O euro caía a US$ 1,0799, ante US$ 1,0819 no fim da tarde de ontem. A libra estava a US$ 1,2206, ante US$ 1,2226 no fim da tarde de ontem.

 

Alemanha: inflação anual em abril fica acima de prévia – O índice de preços ao consumidor (CPI) da Alemanha subiu 0,9% em abril ante igual mês de 2019, e desacelerando em relação à alta anual de 1,4% em março, segundo a Destatis. Em relação a março, o CPI alemão avançou 0,4% em abril. Os resultados superaram os dados preliminares, de acréscimo anual de 0,8% e ganho mensal de 0,3%.

 

Bolsas da Ásia fecham em baixa – As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta quinta-feira, após comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, gerar preocupações de que a recuperação da economia global da pandemia de coronavírus seja mais lenta do que se esperava. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 0,96%.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei recuou 1,74% em Tóquio; o Hang Seng cedeu 1,45% em Hong Kong; o sul-coreano Kospi se desvalorizou 0,80% em Seul. Na Oceania, o S&P/ASX 200 caiu 1,72% em Sydney, reagindo também à eliminação de 600 mil empregos em abril na Austrália. Às 7h32, o dólar cedia a 106,96 ienes, ante 107,04 ienes no fim da tarde de ontem.

 

Investimento direto estrangeiro (IED) na China cai em abril – A China atraiu US$ 10,14 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em abril, 8,6% menos do que em igual mês do ano passado, segundo o Ministério de Comércio chinês. No acumulado de janeiro a abril, o IED na China somou US$ 41,34 bilhões, 8,4% menor do que o do mesmo intervalo de 2019.

 

Petróleo amplia ganhos – Os contratos futuros de petróleo ampliaram ganhos após a Agência Internacional de Energia (AIE) reduzir suas projeções de queda na demanda global por petróleo tanto no segundo trimestre como em 2020 de modo geral, em relatório mensal divulgado nesta manhã. Às 7h32, o barril do petróleo WTI para julho subia 4,83% na Nymex, a US$ 26,91, enquanto o do Brent para o mesmo mês avançava 4,11% na ICE, a US$ 30,40.

 

AIE mantém previsão para queda recorde na oferta global de petróleo em maio – A Agência Internacional de Energia (AIE) previu hoje que o fornecimento global de petróleo deverá cair “espetaculares” 12 milhões de barris por dia (bpd) em maio por causa da pandemia de coronavírus. O total esperado para a produção do mês é o nível mais baixo em nove anos, de 88 milhões de bpd e é fruto de um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). A agência projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) global deste ano deve registrar uma contração pouco acima de 4% por conta da pandemia de coronavírus. Já a produção de petróleo dos EUA deste ano pode ficar 2,8 milhões de barris por dia (bpd) abaixo do abastecimento visto ao final de 2019.

 

 

 

 

 

 

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