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DÓLAR CAI A R$5,11, MENOR VALOR DESDE 12/6, E REAL REPETE MELHOR DESEMPENHO GLOBAL

DÓLAR CAI A R$5,11, MENOR VALOR DESDE 12/6, E REAL REPETE MELHOR DESEMPENHO GLOBAL

O real repetiu a dose: voltou a ser a moeda com melhor desempenho ante uma cesta de divisas e a ganhar espaço em relação ao dólar, num dia em que a combinação de fatores externos e locais favoreceu a tomada de risco. A moeda dos EUA caiu em âmbito global, pressionada sobretudo pelo euro, ainda na esteira da aprovação do fundo de estímulos na Europa. Por aqui, os investidores ainda reagem à melhora do ambiente político e à perspectiva da retomada de agenda de reformas, após o governo enviar ao Congresso uma proposta para a mudança do arcabouço tributário do País. Esse quadro levou grandes investidores a reforçarem o desmonte de posições contra a divisa brasileira e, assim, o dólar à vista cedeu 1,83%, a R$ 5,1157, no menor valor desde 12 de junho. Agora, a divisa americana acumula baixa de 5,9% no mês. O recuo do dólar e o otimismo com o andamento da reforma tributária ajudaram a manter os juros futuros de curto prazo de lado e os intermediários, em leve queda, enquanto no trecho longo da curva, que subiu, prevaleceu algum desconforto com a votação do Fundeb. Isso porque, na prática, o aumento de participação dos repasses do governo federal significa mais gastos e, portanto, maior dificuldade na administração da já frágil situação fiscal do País. Como pano de fundo, sobretudo à tarde, houve movimentações dos agentes se preparando para o leilão de prefixados amanhã. Enquanto isso, no mercado acionário ainda houve cautela, com os principais índices de Nova York voláteis durante o pregão, embora tenham fechado em alta. Os investidores ficaram divididos entre as negociações para um novo pacote de estímulos nos EUA e notícias sobre vacinas, de um lado, e o aumento das tensões entre Estados Unidos e China, de outro. Já o Ibovespa teve pequena baixa de 0,02%, aos 104.289,57 pontos, depois de ter retrocedido, no pior momento do pregão, ao nível de 103 mil pontos. A queda de bancos, em reação à proposta de reforma tributária do governo, que resultará em carga final maior para o setor, segundo a Febraban, e de empresas ligadas a commodities, como Vale e Petrobras, pesou nos negócios.

 

  • CÂMBIO
  • JUROS
  • MERCADOS INTERNACIONAIS
  • BOLSA

 

CÂMBIO

O dólar teve novo dia de forte queda e fechou a quarta-feira no menor nível desde 12 de junho, quando estava em R$ 5,04. Um cenário marcado por melhora do ambiente político doméstico, perspectiva de avanço da reforma tributária após o governo entregar suas medidas ao Congresso, entrada de capital externo para oferta de ações e enfraquecimento do dólar no exterior levaram o real a ter o terceiro dia seguido de valorização e, novamente, ser a moeda com melhor desempenho no exterior, com grandes investidores reforçando o desmonte de posições contra a divisa brasileira. A moeda americana já acumula baixa de 5,9% em julho.

 

No fechamento, o dólar à vista terminou em baixa de 1,83%, cotado em R$ 5,1157. Na mínima do dia, a moeda americana caiu para a casa dos R$ 5,08. No mercado futuro, o dólar para agosto era negociado em baixa de 1,18% às 17h, em R$ 5,1130, com volume de negócios de US$ 15 bilhões, acima da média recente, mas abaixo de ontem.

 

A proposta de reforma tributária enviada pelo governo ao Congresso é um “desenvolvimento positivo” e melhora a narrativa para investir no Brasil, avalia o analista para mercados emergentes do banco suíço Julius Baer, Mathieu Racheter. Por ser um tema complexo, ele acha que a tramitação será lenta, mas se aprovadas, as medidas podem aumentar a competitividade e a produtividade do Brasil.

 

Para o economista-chefe de mercados emergentes da consultoria inglesa Capital Economics, William Jackson, a entrega da proposta de mudanças tributárias do governo é um sinal de que ainda há chance progresso na agenda de reformas do Brasil, após a turbulência política causada nos últimos meses pela pandemia do coronavírus. No médio prazo, se aprovadas, as medidas estimulam um maior crescimento potencial do País, o que por sua vez ajuda na consolidação fiscal, ressalta ele.

 

Em meio ao noticiário doméstico mais positivo desde segunda-feira, grandes investidores reforçaram ontem a desmontagem de posições contra o real no mercado futuro da B3, mercado que influencia diretamente os negócios no câmbio comercial. Estrangeiros reduziram posições compradas, que ganham se o dólar subir, em 11.140 contratos ontem, o equivalente a US$ 557 milhões, de acordo com dados da B3 monitorados diariamente pela corretora Renascença.

 

Já os fundos nacionais aumentaram posição vendida, que ganham se o dólar cair, em 5.280 contratos, o equivalente a US$ 264 milhões. Com isso, o saldo destas apostas dos fundos chegou a 104 mil contratos, o maior nível desde 30 de março (112 mil).

 

Traders das mesas de câmbio ressaltam ainda que ofertas de ações recentes e as cerca de 30 a 50 operações esperadas para este segundo semestre no Brasil contribuem para retirar pressão no câmbio. O economista-chefe do Goldman Sachs para a América Latina, Alberto Ramos, destaca que muitos estrangeiros têm entrado no Brasil comprando ações nestas ofertas, seja aberturas de capital (IPO, na sigla em inglês) ou ofertas subsequentes.

 

A varejista de material de construção Quero-Quero deve ser a próxima a estrear na B3, com oferta total que pode chegar em R$ 2,5 bilhões. Entre os nomes que já começaram a preparar IPO estão a 2W Energia, a incorporadora Nortis e a empresa de varejo de medicamentos d1000. A Caixa Econômica Federal voltou a retomar o processo da Caixa Seguridade. Já a incorporadora You Inc e a Ambipar estão entre os nomes que fizeram ofertas recentes na B3.

 

No exterior, o dólar teve novo dia de enfraquecimento. Os analistas do banco americano Brown Brothers Harriman (BBH) observam que a decisão da Casa Branca de fechar o consulado chinês em Houston, Texas, provocou fuga de ativos de risco, pesando nas bolsas americanas, mas ao mesmo tempo o dólar segue testando mínimas, em meio à expectativa por uma vacina para o coronavírus e de um novo pacote fiscal americano, além do fundo de estímulo europeu, que tem levado o euro a renovar máximas. O índice DXY, que mede o dólar ante divisas fortes, teve novo dia de baixa, operando na casa dos 94 pontos, no menor patamar desde março e perto de voltar ao menor nível desde setembro de 2018, quando estava em 93 pontos, segundo o BBH. (Altamiro Silva Junior – [email protected])

 

 

17:29

 

Dólar (spot e futuro)   Último   Var. %   Máxima   Mínima

Dólar Comercial (AE) 5.11570 -1.8345 5.20300 5.08430

Dólar Comercial (BM&F) 5.3342 0

DOLAR COMERCIAL FUTURO 5104.500 -1.35279 5204.500 5085.500

DOLAR COMERCIAL FUTURO 5102.000 -3.73585 5105.000 5101.500

 

 

 

JUROS

Os juros futuros fecharam em direções divergentes. Enquanto os contratos curtos e intermediários terminaram com taxas entre estabilidade e leve queda, os longos encerraram em alta. De um lado o novo tombo do dólar, a queda do risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS, em inglês) e o otimismo com o andamento da reforma tributária exerceram pressão de baixa, mas, de outro, algum desconforto com a votação do Fundeb e, à tarde, a movimentação de investidores se preparando para mais um megaleilão de prefixados amanhã limitaram a influência positiva. Havia grande expectativa com a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento virtual no fim da manhã, mas suas declarações não serviram para desempatar o quadro de apostas para a Selic, que voltou a ficar rigorosamente dividido entre manutenção ou corte no Copom de agosto.

 

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou a sessão regular em 2,035%, de 2,059% ontem no ajuste, e o DI para janeiro de 2022 encerrou com taxa de 2,97%, de 3,00% ontem no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 ficou estável em 4,07% e a do DI para janeiro de 2027 encerrou na máxima, a 6,39%, de 6,323% ontem.

 

“Tivemos hoje forças se contrapondo na curva”, afirmou o operador de renda fixa da Terra Investimentos Paulo Nepomuceno, para quem a forte queda vista no dólar desde ontem indica o retorno de “alguma normalidade” no câmbio, que vinha muito descolado dos demais ativos e bem pior que os pares emergentes, o que deveria puxar os DIs um pouco para cima. “Na medida em que a situação vai se acalmando, o BC não teria mais por que reduzir a Selic”, disse. Ao mesmo tempo, a correção do câmbio é favorecida, entre outros fatores, justamente pela repercussão positiva do envio da reforma tributária ao Congresso, o que, em tese, tende a encorajar a tomada de risco prefixado.

 

O retorno das reformas à pauta é, na percepção de Nepomuceno, um ponto positivo mas ainda não produz efeito tão forte na ponta longa. “Continuamos com um das maiores inclinações do mundo”, disse. Na medida em que os processos avançarem – o governo quer aprovar a privatização da Eletrobrás ainda este ano -, o investidor estrangeiro tende a voltar e, com isso, a curva perderia inclinação de forma mais célere.

 

Se o mercado de juros reagiu bem ao envio do projeto tributário, sobretudo porque o governo desistiu de reonerar a cesta básica, a votação do Fundeb aprovado ontem na Câmara não agradou tanto. O Planalto teve suas propostas de modificações rechaçadas. A ideia era carimbar parte do dinheiro para um programa de renda mínima ainda a ser criado e também “pular” o ano de 2021, período em que haveria um vácuo para o programa, mas não houve base suficiente para aprovar essas mudanças. Com o novo Fundeb, o governo federal vai desembolsar R$ 173 bilhões nos próximos seis anos no financiamento, de acordo com cálculo da Consultoria de Orçamento da Câmara ao qual o Broadcast Político teve acesso. Para piorar, poucos deputados bolsonaristas (sete no primeiro turno e seis no segundo) votaram contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

 

Para o trader da Sicredi Asset Cassio Andrade Xavier, na votação tanto o resultado fiscal quanto a derrota deram sinais ruins. “Sorte que o mundo está se endividando também, então há certa tolerância do mercado”, afirmou, acrescentando que o recuo do CDS para perto dos 200 pontos também ajudou a limitar a reação negativa.

 

Na reta final dos negócios, o mercado adotou um tom mais cauteloso, já refletindo operações relacionadas ao leilão de títulos desta quinta-feira. O Tesouro vem elevando sistematicamente a oferta de LTN nas últimas semanas e na última operação o lote chegou a 23 milhões (21,5 milhões vendidos).

 

No fim da manhã, as declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, em videoconferência organizada pelo jornal Valor Econômico, foram monitoradas, mas sem mexer com os preços. Ele garantiu que a instituição não abandonou em nenhum momento a meta de inflação e voltou a dizer que o fundo do poço da crise decorrente da pandemia de covid-19 ocorreu em abril e no começo de maio. (Denise Abarca – [email protected])

 

 

17:29

 

Operação   Último

CDB Prefixado 30 dias (%a.a) 2.08

Capital de Giro (%a.a) 7.02

Hot Money (%a.m) 0.82

CDI Over (%a.a) 2.15

Over Selic (%a.a) 2.15

 

 

MERCADOS INTERNACIONAIS

As bolsas de Nova York fecharam em alta, com um impulso no final do pregão. Durante o dia, o mercado pesou as consequências da escalada no conflito sino-americano, mas o foco maior foi no acordo do governo dos Estados Unidos com a Pfizer e a BioNTech para a aquisição da vacina contra a covid-19 e nas negociações para novos estímulos econômicos em Washington. Os investidores, no entanto, também buscaram a segurança dos Treasuries e, com isso, os juros longos recuaram. O editor-chefe de um jornal estatal da China disse que o fechamento do consulado americano em Wuhan seria um preço baixo a ser pago pelos americanos após a decisão de fechar o consulado chinês em Houston. Ele aposta em algo mais “inesperado”. O dólar até ensaiou uma alta ante rivais, mas foi pressionado pelo euro, que atingiu o maior nível desde outubro de 2018. O petróleo, por sua vez, fechou praticamente estável.

 

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying escreveu no Twitter que a embaixada do país asiático em Washington recebeu ameaças de bombas e de morte nesta quarta-feira. A tensão entre os dois países aumentou após os EUA decidirem fechar o consulado chinês em Houston, no Texas. Surgiram relatos de que Pequim poderia retaliar com o fechamento da embaixada americana em Wuhan, mas o editor do Global Times, Hu Xijin, aposta em algo mais “inesperado”.

 

Em outras frentes, o Comitê de Segurança Interna do Senado americano aprovou uma resolução que proíbe o uso do aplicativo chinês TikTok em dispositivos do governo, a França informou que não renovará licenças de equipamentos 5G da Huawei e o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Dominic Raab, se disse “profundamente preocupado” com supostos ataques cibernéticos da China.

 

Com a escalada nas tensões geopolíticas, os investidores buscaram a seguranças dos títulos do Tesouro americano, levando os rendimentos de longo prazo para baixo. No final da tarde em Nova York, o juro da T-note de dois anos subia a 1,153%, depois de ter recuado na maior parte do pregão, o da T-note de 10 anos cedia a 0,593% e o do T-bond de 30 anos caía a 1,293%. O ouro também foi demandado e fechou cotado a US$ 1.865,10 a onça-troy, próximo à máxima histórica de fechamento alcançada em 22 de agosto de 2011, de US$ 1.891,9 a onça-troy.

 

“Dois dos principais pilares da ansiedade dos investidores estão mais uma vez dando o tom nos mercados financeiros: 1) o temor de que a pandemia esteja piorando e 2) relações China/EUA voláteis”, escreveu em relatório o analista Ian Lyngen, do BMO Capital Markets.

 

Nos EUA, a pandemia continua avançando. Ontem, o país registrou mais de mil novas mortes em um período de 24 horas pela primeira vez desde o início de junho e o presidente americano, Donald Trump, disse que a situação “ficará pior antes de melhorar”. Para o analista Boris Schlossberg, da BK Asset Management, o apetite por risco pode ser afetado. “Isso é uma má notícia, especialmente se permanecermos acima de 1.000 [mortes] no resto da semana”, disse ao Broadcast.

 

Hoje, no entanto, as bolsas de Nova York fecharam o pregão em alta, depois de certa volatilidade durante o pregão, e com um impulso perto do encerramento dos negócios. O índice acionário Dow Jones subiu 0,62%, a 27.005,84 pontos, o S&P 500 avançou 0,57%, a 3.276,02 pontos, e o Nasdaq registrou alta de 0,24%, a 10.706,13 pontos.

 

Um acordo do governo dos EUA para comprar as vacinas contra a covid-19 produzidas em 2020 pela Pfizer em parceria com a BioNTech garantiram certo otimismo no mercado. Além disso, os investidores acompanharam, durante o dia, as negociações entre o Partido Republicano e a Casa Branca em torno do próximo pacote de estímulos à economia. Segundo a imprensa americana, há a possibilidade de extensão dos benefícios de seguro-desemprego até dezembro.

 

O índice DXY, que mede a variação do dólar em relação a outras seis moedas fortes, chegou a subir no começo do pregão, mas fechou em queda de 0,14%, a 94,988 pontos, pressionado pelo euro. A moeda única atingiu o maior nível desde outubro de 2018 e, no final da tarde em NY, subia a US$ 1,1578, ainda impulsionada pelo pacote fiscal de 750 bilhões de euros aprovado pelos líderes da União Europeia nesta semana.

 

O petróleo, após um pregão volátil, fechou praticamente estável, apoiado pela fraqueza do dólar, mas pressionado pelo aumento dos estoques nos EUA e pelas tensões sino-americanas. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para setembro caiu 0,05%, a US$ 41,90 o barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para o mesmo mês recuou 0,07%, a US$ 44,29 o barril. (Iander Porcella – [email protected])

Volta

 

BOLSA

Em dia de desempenho negativo para as ações de commodities e de bancos, dois setores de grande peso no índice, o Ibovespa fechou bem perto da estabilidade, em leve baixa de 0,02%, aos 104.289,57 pontos, saindo de 104.311,59 na abertura e chegando a 103.277,01 pontos na mínima do dia. O desempenho de Nova York vinha misto em boa parte do dia, com leve variação nas duas direções, mas ao final firmou Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq em alta, ainda que moderada, nesta quarta-feira em que predominou cautela quanto às relações EUA-China, após o governo americano ter determinado o fechamento de consulado chinês no Texas – os chineses prometem retaliar, o que no jargão diplomático costuma ser entendido como uma contramedida equivalente.

 

Por aqui, o ajuste nos preços do petróleo e do minério contribuiu para segurar Petrobras (PN -1,37% e ON -1,04%) e Vale (-0,77%), em variação inferior à observada nos bancos, ante avaliação dos efeitos da proposta de reforma tributária do governo – ambos os setores, contudo, chegaram a limitar as perdas no fim da sessão, contribuindo para uma leve virada ensaiada pelo Ibovespa, que acumula até aqui ganho de 1,36% na semana e de 9,71% no mês; em 2020, cede agora 9,82%. O giro financeiro da sessão totalizou R$ 28,5 bilhões, com o índice chegando a 104.979,95 na máxima do dia.

 

Em nota à tarde, a Febraban apontou que a carga tributária final sobre o setor financeiro ficará maior se for aprovada a proposta encaminhada ontem pelo governo ao Senado. A federação calcula que a participação da carga de tributos no spread bancário subirá de 19,3% para 20,3% só por conta da elevação da alíquota do PIS/Cofins, de 4,65% para 5,8%. Pela proposta, os bancos ficaram com regime diferenciado e alíquota menor do que a de 12% que valerá para outros setores. “A carga tributária final sobre o setor financeiro, de 45% de IRPJ e CSLL, somada ao aumento da alíquota para 5,8% (CBS), será mantida como a mais elevada dentre outros setores, não tendo havido qualquer redução de alíquota para os bancos”, ressalta a entidade.

 

Nesta quarta-feira, destaque para perda de 3,65% na unit do Santander e de 2,27% em Itaú Unibanco PN. Pelo segundo dia, Qualicorp teve a maior queda dentre os componentes do Ibovespa (-5,74%). No lado oposto, WEG subiu 13,89%, após resultados trimestrais muito bem-recebidos, seguida por Cemig (+7,73%) e B2W (+5,30%).

 

“As ações de bancos ainda estão muito atrasadas no ano, e uma reação do setor ajudaria o Ibovespa, pelo peso que tem no índice. São uma boa oportunidade de compra, especialmente quando comparadas a ações que já andaram muito no ano, como as de varejo”, aponta Rodrigo Barreto, analista da Necton. “Mas uma correção no índice deve ser vista com bons olhos, na medida em que cria oportunidade de compra em meio à tendência de alta, que se mantém”, acrescenta o analista, que observa no gráfico suporte forte aos 100 mil pontos e dinamismo para que o Ibovespa venha a buscar os 107 mil. “O exterior continua ajudando, com o S&P 500 tendo rompido (no gráfico) topo anterior em direção a uma nova máxima.”

 

“O setor de bancos tem apanhado desde o último trimestre do ano passado, em razão de questões relacionadas a impostos, como a CSLL, a discussão sobre tabelamento de juros do cartão de crédito, a queda na Selic e o aumento da concorrência. Se as ações de bancos subirem 10%, levam o índice para a faixa de 110-115 mil pontos”, diz Ari Santos, operador de renda variável da Commcor. “O quadro de fundo para o Ibovespa continua positivo, com o progresso em direção a vacinas para a Covid-19 e os sinais amistosos entre o governo e o Congresso nesta retomada de discussão da reforma tributária. O índice deve seguir para os 105 e depois 110 mil pontos, antes do fim do ano.” (Luís Eduardo Leal, com Adriana Fernandes – [email protected])

 

 

17:21

 

Índice Bovespa   Pontos   Var. %

Último 104289.57 -0.01934

Máxima 104979.95 +0.64

Mínima 103277.01 -0.99

Volume (R$ Bilhões) 2.84B

Volume (US$ Bilhões) 5.56B

 

 

 

 

17:29

 

Índ. Bovespa Futuro   INDICE BOVESPA   Var. %

Último 104295 -0.10057

Máxima 105140 +0.71

Mínima 103310 -1.04

 

 

 

 

 

 

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