ATIVOS SE AJUSTAM A POSSÍVEL EXTENSÃO DE AUXÍLIO E IBOVESPA TEM REALIZAÇÃO DE LUCROS

A questão fiscal impôs certa cautela para os investidores em Brasil e acabou impedindo os ativos locais de acompanharem o relativo bom desempenho externo. O Ibovespa foi destaque, ao passar por uma realização de lucros após oito pregões consecutivos de alta e bater recorde nos últimos seis. Depois do resultado do varejo acima do previsto, o desconforto doméstico ganhou corpo no início da tarde, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizar a extensão do auxílio emergencial por “dois ou três meses”. Sem outros motivos que garantissem um quadro mais positivo, ao menos hoje, os agentes optaram por correção que já se desenhava na Bolsa, que cedeu 0,76%, aos 129.787,11 pontos, a despeito da alta das ações da Petrobras. Os papéis da empresa foram impulsionados pelo avanço do petróleo, cujo contrato do tipo WTI fechou acima de US$ 70 o barril pela primeira vez desde outubro de 2018. Os juros futuros também sentiram o efeito das declarações de Guedes e reverteram a queda verificada na primeira etapa do dia, quando estavam alinhados aos yields dos Treasuries, e encerraram a sessão perto da estabilidade. Tanto aqui quanto nos EUA são esperados dados de inflação que podem afetar a dinâmica do mercado de renda fixa nos próximos dias. Hoje, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que ainda vê os choques sobre a inflação como temporários. Já o dólar oscilou sem rumo definido ante o real, mas sempre entre margens estreitas, até terminar perto da estabilidade, com pequena baixa de 0,05%, a R$ 5,0345. Se de um lado os investidores monitoraram as palavras do ministro da Economia, que detalhou o custo da continuidade do auxílio emergencial, de R$ 18 bilhões para mais dois meses, a moeda americana sofreu pressão baixista por questões técnicas. Operadores relatam que há grande volume de opção em aberto de dólar na casa dos R$ 4,80 a R$ 5,00 vencendo no final do mês, o que pode forçar grandes investidores e levar a moeda americana para abaixo de R$ 5,00, a depender do cenário nos próximos dias. Por fim, em Nova York, as bolsas perderam força no final da sessão e fecharam sem sinal único, com o S&P 500 próximo da máxima histórica.

BOLSA

O Ibovespa entregou uma moderada realização de lucros após a mais longa sequência de ganhos desde fevereiro de 2018, ao fechar nesta terça-feira em baixa de 0,76%, aos 129.787,11 pontos, entre mínima de 129.230,31 (-1,18%) e máxima de 130.776,32 pontos, da abertura, vindo de seis sessões em que havia renovado tanto o recorde intradia como o de fechamento. O giro financeiro ficou hoje em R$ 36,0 bilhões e, na semana, o Ibovespa passa a ceder 0,26%, ainda avançando 2,83% no mês e 9,05% no ano.

Analistas apontam que a relativa acomodação das preocupações sobre a situação fiscal do País, desde as mais recentes revisões sobre a atividade econômica e a relação dívida/PIB para o fechamento do ano, combinada a uma perspectiva gradualista para o ajuste e o timing de eventual calibragem nos estímulos monetários providos pelos principais BCs, melhorou o fluxo de recursos externos, com efeitos diretos sobre o câmbio e a Bolsa. Hoje, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,05%, a R$ 5,0345, agora bem distante da marca de R$ 6 que se chegou a temer nos piores momentos da tensão sobre as contas públicas.

“O ambiente mais favorável ao risco tem impulsionado os fluxos para mercados emergentes, principalmente para a dívida local. Além disso, condições iniciais estão mais positivas do que nos períodos em que estímulos monetários foram retirados em crises passadas”, observa em nota Jennie Li, estrategista de ações da XP.

O movimento desta terça-feira foi visto como uma realização de lucros natural e aguardada. Com o petróleo Brent negociado a US$ 72 por barril, e o WTI fechando acima de US$ 70 pela primeira vez desde outubro de 2018, Petrobras (PN +1,31%, ON +2,40%) foi a exceção positiva entre as blue chips, em dia amplamente negativo para os setores de maior peso na B3, como mineração (Vale ON -1,68%), siderurgia (Usiminas -2,34%) e bancos (Itaú PN -0,70%). Além de Petrobras, as perdas do Ibovespa foram mitigadas por desempenho positivo do setor de varejo, com Via Varejo (+4,37%) na ponta do índice, à frente de Azul (+2,86%), de Petrobrás ON e de CVC (+1,89%). Na ponta oposta, Braskem cedeu 6,36%, B3, 5,55%, e IRB, 3,33%.

O dado do IBGE sobre as vendas do varejo em abril, em alta de 1,8% ante março, bem acima da média das expectativas, e o melhor resultado para o mês desde 2000, deu impulso às ações do setor nesta terça-feira, aponta Pietra Guerra, analista da Clear Corretora, destacando a aceleração de móveis e eletrodomésticos, seguidos por vestuário.

Ainda assim, “o Ibovespa voltou para os 129 mil pontos, em queda puxada também por Eletrobras (PNB -3,08%, ON -2,48%), movida por críticas sobre a MP da privatização, o que levou o secretário de desestatização a rebatê-las em evento realizado hoje”, diz Davi Lelis, sócio da Valor Investimentos. De forma geral, “os investidores em renda variável ficaram um pouco mais receosos com a notícia de que alguns testes para diagnóstico de Covid-19 atestaram que a proteção vacinal não foi atingida – o alerta é da Anvisa, que divulgou nota técnica”. “Isso indica que o crescimento econômico talvez seja um pouco mais lento, com efeito sobre as empresas, que se endividaram para enfrentar a crise”, acrescenta Lelis.

A perspectiva de prorrogação do auxílio emergencial, por dois ou três meses, conforme indicado hoje pelo próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, é outro assunto acompanhado de perto, não apenas pelo efeito sobre o consumo mas também sobre as contas públicas, em momento no qual o mercado tem ajustado as expectativas sobre inflação, dívida pública e PIB para o ano. (Luís Eduardo Leal – [email protected])

17:27

Índice Bovespa   Pontos   Var. %

Último 129787.11 -0.75638

Máxima 130776.32 0.00

Mínima 129230.31 -1.18

Volume (R$ Bilhões) 3.59B

Volume (US$ Bilhões) 7.12B

17:29

Índ. Bovespa Futuro   INDICE BOVESPA   Var. %

Último 129715 -0.6396

Máxima 130890 +0.26

Mínima 129325 -0.94

CÂMBIO

O dólar operou novamente sem rumo ante o real nesta terça-feira, alternando pequenas altas e baixas com os investidores reagindo pontualmente ao noticiário local e aguardando a agenda doméstica e externa pela frente. A moeda americana chegou a acelerar a alta no começo da tarde quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que “possivelmente” o auxílio emergencial será prorrogado por “dois ou três meses” e o Bolsa Família deve ser “reforçado”. Na máxima do dia, foi a R$ 5,06. Já as vendas no varejo de abril, melhores que o previsto, ajudaram a estimular as vendas de dólares.

Operadores reportaram hoje a entrada de fluxo externo, principalmente comercial, mas após a forte queda recente da moeda americana, profissionais das mesas de câmbio comentam que o mercado precisa de um novo catalisador para firmar tendência mais clara.

Após cair a R$ 5,02 na mínima da sessão, o dólar fechou a terça-feira em leve queda de 0,05%, a R$ 5,0345. No mercado futuro, o dólar para julho cedia 0,08%, a R$ 5,0550 às 17h16, com volume de negócios perto dos US$ 12 bilhões.

Para o diretor de Tesouraria do MS Bank, Bruno Perottoni, a liquidez global segue muito alta, o que contribui para o dólar se enfraquecer no mercado internacional, ajudando as moedas de emergentes. No Brasil, a balança comercial, por conta da sazonalidade, ganha fôlego com a venda da safra agrícola. O cenário de alta de juros pelo Banco Central também ajuda a estancar a saída de dólares, ressalta.

O dólar tem encontrado algum suporte em R$ 5,03, destaca o diretor do MS Bank. Se o cenário seguir positivo e sem notícias negativas de Brasília, o real pode ter algum fôlego a mais de valorização, buscando os R$ 5,00 ou até abaixo desse valor, avalia o diretor.

No final da tarde, Guedes disse que o Brasil está “surpreendendo positivamente em termos de retomada da economia” e ainda avança na vacinação em massa da população. Após a disparada do dólar ante o real (overshooting), batendo em R$ 5,75 em meados de abril, o ministro avalia que “provavelmente” a divisa dos EUA “não vai subir tanto assim novamente”. Além disso, Guedes reforçou a visão de que as reformas – administrativa e tributária – vão de fato andar nos próximos dias, ecoando declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira.

O operador da Commcor, Cleber Alessie, destaca que as vendas do varejo animaram, na medida em que reforçam a visão de atividade mais forte no segundo trimestre. Ao mesmo tempo, trouxe um pouco de pressão as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O dirigente voltou a avaliar a alta da inflação como transitória, reforçando a visão de ajuste parcial na alta da taxa básica de juros, a Selic. As vendas no varejo restrito cresceram 1,80% em abril ante março, com ajuste sazonal.

Nesse ambiente, cresceu a expectativa pela divulgação amanhã do IPCA de maio, ressalta Alessie. Ele vê volatilidade apenas se o indicador vier muito acima do esperado. Analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast apontam que o índice deve subir 0,71% em maio e chegar a 7,92% em 12 meses.

Na parte técnica, a forte queda recente do dólar levou ao aumento de opções em aberto na moeda americana entre R$ 4,80 a R$ 5,00, que vencem ao final do mês. Só neste último valor, há mais de 23 mil contratos em aberto, o equivalente a US$ 1,1 bilhão em aberto – em R$ 4,80 são mais de 10 mil contratos. Com isso, grandes investidores podem forçar as cotações para baixo, a depender do cenário nos próximos dias. (Altamiro Silva Junior – [email protected])

JUROS

O mercado de juros operou em dois tempos nesta terça-feira. As taxas, que tinham queda firme pela manhã, zeraram o recuo à tarde, passando a rondar a estabilidade durante toda a segunda etapa. O foco no cenário externo que prevaleceu inicialmente, em especial com a queda nos rendimento dos Treasuries, deu lugar à realidade local, com destaque para os receios com o cenário fiscal reforçados por declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele sinalizou para a extensão em “dois ou três” meses do pagamento do auxílio emergencial seguido de um programa “reforçado” para substituir o Bolsa Família. Foi a senha para uma postura de maior cautela, considerando ainda que amanhã tem IPCA de maio.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 5,125%, de 5,122% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 ficou estável em 6,72%. O DI para janeiro de 2025 terminou a sessão regular com taxa de 7,76%, de 7,795% ontem, e a do DI para janeiro de 2027, que nas mínimas da manhã chegou a 8,25%, encerrou em 8,30%, de 8,324% ontem no ajuste.

O diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados da Quantitas Asset, Rogério Braga, destacou que pela manhã as taxas estiveram bem correlacionadas às curvas lá fora, mas deslocaram o foco para o ambiente interno à tarde, sobretudo a partir da fala de Guedes por volta das 12h30. Em evento virtual da Frente Parlamentar do Setor de Serviços, o ministro admitiu a chance de prorrogar o auxílio por três meses, quando a expectativa do mercado era de que fosse por dois meses. Guedes disse ainda que “logo depois” “entra o novo Bolsa Família, reforçado”.

No meio da tarde, já em evento do Bradesco, ele voltou ao assunto e disse que “se for necessário estender (o auxílio) para outubro, tudo bem”. Sobre o novo programa, explicou que seguirá linhas “conservadoras” já observadas hoje no Bolsa Família e que os recursos ficarão dentro do Orçamento e do limite do teto de gastos.

“Prorrogar o auxílio por dois ou três meses, no fundo, não faz tanta diferença, mas a ampliação do Bolsa Família chama a atenção. É conjunto da obra”, disse Braga, que destaca o fato de ter sido Guedes, tido como o grande defensor da disciplina fiscal, a sustentar a ideia. “Chama a atenção tal sensibilidade num ano eleitoral”, comentou.

Em evento do JPMorgan, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alertou para alguns riscos, destacando que os mercados financeiros começaram a penalizar países com dívida bruta muito elevadas. Lembrou que a brasileira em relação ao PIB está entre as mais altas do mundo, inclusive entre os emergentes. Porém, vale destacar que com a melhora nas expectativas para o crescimento, as projeções para esta relação vêm caindo, o que, segundo Rogério Braga, têm ajudado a atrair fluxo externo para os leilões do Tesouro e, consequentemente, promovido queda nos prêmios de risco na curva.

Campos Neto disse ainda que a inflação está crescendo “em vários lugares”. Ao abordar as ações dos países para sustentar suas economias durante a pandemia, voltou a afirmar que existe hoje uma questão em torno do quanto é eficiente prover mais estímulos e até que ponto o País pode fazer mais. No Brasil, porém, manteve a avaliação de que os choques de inflação são temporários.

Tal avaliação reforça a discussão sobre se a autoridade monetária vai manter a sinalização de recomposição parcial da Selic no processo de ajuste monetário em sua comunicação, dada a piora da inflação corrente e das expectativas de inflação e surpresas positivas com a atividade, endossadas hoje na agenda de indicadores.

O IGP-DI acelerou de 2,22% em abril para 3,40% em maio, abaixo da mediana das estimativas (3,66%). “A despeito do resultado ter ficado um pouco abaixo da mediana das expectativas, não deixa de ser elevado e puxado pela alta de 4,2% dos preços do atacado (IPA-DI)”, avaliou o economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho. Já os dados do varejo em abril superaram a mediana das previsões, colocando viés de alta nas projeções de PIB no segundo trimestre.

A percepção dos analistas é de que a ponta curta seguirá pressionada pelas dúvidas em relação ao aperto monetário e, assim, na avaliação de Eduardo Velho, “há maior probabilidade de elevação dos juros curtos do DI do que os médios e longos, que estão se beneficiando pela dinâmica favorável dos yields e da folga fiscal e crescimento”. “Na curva curta, consideramos que o Bacen terá que elevar ainda mais a taxa básica de juros acima da atual mediana do mercado de 5,75% até dezembro”, disse.

A terça-feira teve ainda leilão de NTN-B 2024, 2028 e 2040, com volume e risco menores do que no realizado há duas semanas nos mesmos vencimentos. O Tesouro colocou integralmente o lote de 2,8 milhões de papéis. (Denise Abarca – [email protected])

17:29

DI DE 1 DIA   DI DE 1 DIA   DI DE 1 DIA

5.120 6.705 7.360

17:29

Operação   Último

CDB Prefixado 30 dias (%a.a) 3.93

Capital de Giro (%a.a) 6.43

Hot Money (%a.m) 0.62

CDI Over (%a.a) 3.40

Over Selic (%a.a) 3.40

MERCADOS INTERNACIONAIS

O petróleo WTI fechou acima de US$ 70 o barril pela primeira vez desde outubro de 2018, com expectativas no mercado de que a demanda pela commodity siga maior do que a oferta. Em relatório divulgado durante o pregão, o Departamento de Energia dos EUA revisou para cima sua projeção para o preço médio do WTI em 2021. O Banco Mundial, por sua vez, elevou a estimativa para o crescimento das principais economias do mundo neste ano. No mercado acionário, as bolsas de Nova York oscilaram durante a tarde e encerraram sem sinal único, com o S&P 500 perto da máxima histórica. À espera da inflação americana, que sairá nesta quinta-feira, os juros dos Treasuries recuaram, enquanto o dólar subiu ante os pares, impulsionado pela fraqueza do euro.

No começo da sessão, o petróleo esperava por um impulso. De acordo com a Rystad Energy, os preços recuavam devido a uma realização de lucros por parte dos investidores. A alta do dólar também impedia um avanço da commodity, já que deixa os contratos mais caros e menos atrativos. “Os preços vêm subindo há algum tempo como resultado de várias projeções positivas para uma recuperação de verão [no hemisfério norte] na demanda global de petróleo”, afirma a analista Louise Dickson, da consultoria norueguesa.

Ao longo do pregão, a commodity energética se recuperou e retomou essa tendência de alta. O Departamento de Energia americano reforçou a visão otimista sobre a demanda de petróleo ao elevar sua previsão para o preço médio WTI em 2021, de US$ 58,91 para US$ 61,85 o barril.

Hoje, o contrato do WTI para julho subiu 1,18%, a US$ 70,05 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). De acordo com o banco de dados da Dow Jones Newswires, foi a primeira vez que o preço fechou acima dos US$ 70 o barril desde 16 de outubro de 2018. O Brent, por sua vez, avançou 1,02%, a US$ 72,22 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Essa perspectiva de aumento da demanda pela commodity, enquanto a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) mantém o acordo de corte na produção, é apoiada pelas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) global. Hoje, além de elevar a estimativa para o crescimento de China, EUA e zona do euro, o Banco Mundial também previu que a atividade econômica avançará 5,6% no mundo em 2021.

No mercado acionário americano, o subíndice do setor de energia (+0,94%) registrou a segunda maior alta hoje no S&P 500, que subiu 0,02%, a 4.227,25 pontos, perto da máxima histórica de fechamento. O Dow Jones, por sua vez, recuou 0,09%, a 34.599,82 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 0,31%, a 13.924,91 pontos. As bolsas oscilaram entre altas e baixas durante o dia, marcado por uma agenda esvaziada nos EUA.

Os Treasuries também operaram em compasso de espera pelo índice de preços ao consumidor (CPI) americano, que pode indicar o rumo da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No final da tarde em NY, o juro da T-note de 2 anos caía a 0,140%, o da T-note de 10 anos recuava a 1,535% e o do T-bond de 30 anos cedia a 2,213%.

“A principal preocupação dos investidores parece ser com o risco de inflação de curto prazo e se o aumento dos preços provavelmente será de natureza transitória, com o foco principal nos dados do CPI dos EUA para maio desta semana”, afirma o analista-chefe de mercado da CMC Markets, Michael Hewson.

A valorização do dólar, por sua vez, foi impulsionada pela fraqueza do euro, após uma queda inesperada nas expectativas econômicas e na produção industrial da Alemanha. O índice DXY, que mede a variação da divisa americana contra seis pares, fechou com ganho de 0,14%, a 90,076 pontos.

Em Washington, o presidente Joe Biden continua a negociar um pacote de infraestrutura com a oposição. O líder da maioria no Senado americano, Chuck Schumer, contudo, indicou que há um impasse nas tratativas entre o chefe da Casa Branca e uma senadora republicana. (Iander Porcella – [email protected])




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